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terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Índios ganham “Tembé Ténêtéhar” para cultura não morrer

Índios ganham “Tembé Ténêtéhar” para cultura não morrer

Direito Público 17/02/2009

O Fórum de Secretários Municipais de Educação, realizado no Pará, vai conhecer amanhã (18) a primeira cartilha destinada à educação indígena do ensino fundamental escrita em tupi guarani e português. O lançamento da cartilha organizada pelo Unicef acontece junto com o anúncio da Seduc – Secretaria de Estado da Educação do Pará – de construir, ainda este ano, 17 escolas indígenas de Ensino Médio. Três delas serão na Terra Indígena Turé Mariquita, em Tome-Açu, nas aldeias Tembés de Caramiri, Cuxiumiri e Aldeia Nova, que vão atender 88 alunos.

 Índios ganham “Tembé Ténêtéhar” para cultura não morrer

Ténêtéhar (índio) Porangaty (líder mais velho dos Tembés) – Educação Escolar Indígena, Tembé Ténêtéhar é o nome da cartilha. Em pouco mais de 140 páginas, são contadas histórias, é descrito o alfabeto fonético, com base na língua Tupi e o alfabeto tendo como referência o Tupi Guarani. A Cartilha também propõe atividades pedagógicas para o desenvolvimento da escrita em português e no Tupi.

A publicação é resultado de um trabalho de mais de seis meses. Ao longo deste período foram realizadas cerca de 10 reuniões e encontros, entre a equipe liderada por uma especialista em educação indígena do Projeto EducAmazônia, com o apoio da Prefeitura de Tomé-Açu, e professores, lideranças, mulheres, crianças e adolescentes indígenas para planejar, elaborar e produzir a cartilha.

A realização dos inúmeros encontros foram recheados de conversas, troca de informações, produção de desenhos e histórias contadas e registradas. Todas estas atividades foram desenvolvidas com crianças, mulheres, lideranças e educadores. Os desenhos, as fotos e todo o conteúdo foi sendo estruturado com a participação direta dos Tembés.

Ao longo desta construção, crianças e adolescentes retomaram contato com sua própria história. Mas um fato muito especial aconteceu: a língua dos Tembés praticamente perdida para muitos, foi resgatada junto aos poucos membros da etnia que ainda a falam.

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